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21 de Fevereiro de 2024
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Por que apesar de lucros recordes, gigantes de tecnologia estão demitindo em massa?
Demissões batem recordes junto com os lucros das empresas; resposta pode estar na ganância dos investidores e acionistas



As gigantes de tecnologia têm promovido, neste início de 2024, uma série de demissões em massa, acabando com milhares de postos de trabalho e jogando muitos profissionais de TI no desemprego.

O setor de tecnologia eliminou quase 170 mil empregos em 2023 e foi responsável pelo maior número de demissões em todas as indústrias, de acordo com um relatório da consultoria Challenger, Gray & Christmas, Inc. Em 2024, a tendência parece ter ganhado força.

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Após uma primeira redução de sua força de trabalho em julho do ano passado, a Microsoft voltou a demitir em 2024, cortando 1.900 funcionários depois de fechar um acordo de compra da Activision Blizzard por US$ 69 bilhões.

Algo similar ocorre com a Amazon, que eliminará 35% da força de trabalho da plataforma Twitch e mais uma centena de funcionários da Amazon Prime depois de realizar um corte de nove mil pessoas em 2023. O Paypal terá este ano 2.500 funcionários a menos, o Spotify 1.500, o eBay 1.000 e o Snapchat 500 - para dar exemplos de empresas bem conhecidas da indústria da tecnologia. Além das gigantes, muitas outras empresas menores se juntaram à onda.

No total, mais de 30 mil trabalhadores foram demitidos de 122 empresas de tecnologia desde o início do ano, de acordo com o site Layoff.fyi.. E ainda restam mais de 10 meses pela frente. Se a média for mantida, 2024 pode acabar com cerca de 200 mil profissionais de Ti sem emprego.

Lucro cada vez maior

Apesar da suposta "crise" no setor, as empresas vão muito bem, batendo recordes de lucros. E aí pode estar a resposta para tantas demissões: saciar a necessidade voraz dos investidores por lucros cada vez maiores, doa a quem doer.

As empresas de tecnologia conhecidas como as "Sete Magníficas" não param de crescer em vendas, lucro e valor. Elas ditam o ritmo das bolsas dos Estados Unidos e são extremamente valorizadas em Wall Street.

Segundo analistas, todas venderão 12% a mais este ano e outros 12% em 2025. Muito acima de empresas semelhantes de outras indústrias. Alphabet (controladora do Google), Apple, Amazon, Meta e Microsoft lucraram juntas cerca de US$ 327 bilhões em 2023, um crescimento de 25,6% em relação ao ano anterior. Um número próximo, por exemplo, do PIB total de países como Colômbia e Chile.

E ainda assim esse grupo, ao qual também pertencem Tesla e Nvidia, insistem em promover demissões em massa, precarizando a mão-de-obra do setor de TI e mostrando, mais uma vez, a ganância insaciável dos donos dessas empresas, em maioria bilionários.

(Com informação de BBC News Mundo)
(Foto: Reprodução)


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