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14 de Fevereiro de 2024
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Mickey, Minnie, Donald e Pateta querem se sindicalizar: 'Magia não paga aluguel'
Artistas que se fantasiam de personagens da Disney e interagem com os visitantes não são sindicalizados



Os funcionários da Disneylândia que atuam como vários personagens da Disney no parque temático estão buscando ingressar na Actor?s Equity Association, sindicato que representa desde atores da Broadway até strippers de Los Angeles.

Nesta terça-feira (13), o sindicato disse que cerca de 60% dos 1.700 funcionários da Disneylândia nos departamentos de personagens e desfiles buscam uma eleição de representação sindical.

Artistas que fazem o mesmo trabalho na Disney World em Orlando, Flórida, nos EUA, já são sindicalizados há anos. E até recentemente, os artistas da Disney World recebiam mais do que os seus homólogos da Disneylândia, de acordo com a entidade sindical.

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O contrato sindical firmado entre uma coalizão de sindicatos e a administração da Disney World no ano passado paga aos artistas um salário mínimo por hora que varia de US$ 21,30 a US$ 23, segundo o sindicato.

Os artistas da Disneylândia recebiam US$ 20 por hora até que a campanha de organização sindical começou no final do ano passado. O salário mínimo subiu para US$ 24,15 por hora no final do ano passado, segundo o sindicato.

Mas o custo de vida é significativamente maior em Orange County, Califórnia, nos EUA, onde está localizada a Disneylândia, do que em Orlando. Segundo dados do Conselho de Pesquisa Comunitária e Econômica, o custo de vida é 50% maior em Orange County, Califórnia. Os custos de habitação, que são duas vezes mais caros, são a principal razão, mas os preços são mais elevados em várias categorias.

Mickey, Minne, Pato Donald e Pateta sem sindicato

São mais de 21 mil funcionários da Disneylândia, chamados de membros do elenco pela empresa, representados por mais de uma dezena de sindicatos. Esses empregos sindicalizados incluem tudo, desde trabalhadores do varejo e de serviços de alimentação até guardas de segurança, cabeleireiros, maquiadores e trabalhadores pirotécnicos.

Mas não os performers que se fantasiam de personagens como Mickey e Minnie Mouse, Pato Donald e Pateta e interagem com os visitantes.

"Eles adoram trabalhar na Disneylândia. Isso não significa que eles não precisam de dinheiro suficiente para viver", disse Kate Shindle, presidente da Actor?s Equity. O sindicato de 51 mil membros tem 111 anos, o que o torna um dos sindicatos mais antigos dos Estados Unidos.

"Todos reconhecem que a Disneylândia é um lugar especial", acrescentou ela. "Mas a magia por si só não paga o aluguel"

O sindicato já representa alguns dos artistas da Disney World. "Acreditamos que os membros do nosso elenco merecem o direito de ter um voto confidencial que reconheça suas escolhas individuais", afirmou a Disney em comunicado.

A Disney tem enfrentado dificuldades recentemente, com perdas contínuas no seu serviço de streaming, demissões e outros esforços de redução de custos, levantando questões sobre o futuro das suas diversas propriedades de mídia. Além disso, o investidor ativista Nelson Peltz tenta ganhar dois assentos no conselho da empresa.

Porém, sua unidade doméstica de parques e experiências é a parte mais lucrativa da empresa, gerando receita de US$ 6,3 bilhões nos últimos três meses de 2023, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Esse setor da empresa obteve lucro operacional de US$ 2,1 bilhões, mais da metade do lucro operacional geral de US$ 3,9 bilhões no trimestre.

(Fonte: CNN)
(Foto: YOSHIKAZU TSUNO/Gamma-Rapho via Getty Images)


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