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25 de Março de 2011
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Não houve acordo. Agora é greve!
Mais uma vez, a inflexibilidade do Seprosp prevaleceu nas negociações do acordo coletivo. Na reunião de hoje (25), com o Sindpd e Ministério Público do Trabalho (MPT), o sindicato patronal negou as sugestões de acordo oferecidas pelo MPT - as quais o Sindpd já havia avaliado como satisfatória. Por esta razão, o Sindpd comunica a todos os trabalhadores da categoria de TI, que haverá greve geral a partir da próxima segunda-feira (28). "O patronal deixou claro que não respeita o trabalhador, quer nos espremer ao máximo para arrancar a nossa pele, usando-a como rebenque para nos esfolar e aumentar a produção e o lucro. Por isso, diante desta intransigência e falta de respeito, vamos à greve, vamos mostrar realmente o que representam os trabalhadores de Ti para o país", declara Antonio Neto, presidente do Sindpd. Durante a tensa reunião realizada no MPT, o sindicato patronal manteve a postura intransigente que teve nas outras negociações, não respeitando nem mesmo a posição do MPT e, oferecendo uma contraproposta muito abaixo do meio termo sugerido. A proposta apresentou um índice de reajuste linear de 7,5%; pisos para digitador de 9% e office boy 11%, administrativo, 9% e técnico 9%. Com relação ao vale refeição, o patronal ofereceu apenas R$ 8,00 e destinado somente para empresas com mais de 200 funcionários. Para a procuradora do MPT, Drª Laura Martins Maia de Andrade, a proposta sugerida pelo patronal não é conveniente. "Empresa com este número de funcionários não é empresa pequena", frisa. Para finalizar, o Seprosp passou por cima da última proposta ressaltando que não aceita obrigatoriedade do PLR e refuta a criação dos pisos de analista e programador. Durante as reuniões de conciliação propostas pelo MPT, foi sugerido um acordo envolvendo aumento salarial de 8,6% % (aumento real de 2,13%), VR de R$ 12 em jornada de 8 horas (com o acréscimo de R$ 6 nos casos de jornada superior a este período), obrigatoriedade de implantação de Participação em Lucros e Resultados (PLR), e inclusão dos pisos de analista e programador. Diante disso, o Sindpd volta a proposta inicial de reajuste de 11,9% nos salários dos profissionais do setor, maior participação nos lucros das empresas e correção no valor do auxílio-refeição para 15 reais por dia trabalhado. "Nossa responsabilidade é muito grande. Companheiros do Brasil inteiro estão atentos à luta dos profissionais de São Paulo para referenciar as negociações coletivas no país. Por isso, como já dissemos anteriormente, a nossa luta não se restringe ao fator econômico. Ela busca o respeito à categoria de tecnologia da informação, busca o fim da exploração através da contratação de PJs e cooperativas, sistemas que acabam com os direitos trabalhistas", ressalta Antonio Neto. Com isso, a partir da próxima segunda, a greve terá inicio. Apenas as empresas que prestam serviços essenciais (assistência médica e hospitalar, transporte coletivo, controle de tráfego aéreo e compensação bancária) devem manter o número necessário de empregados em atividade. "Companheiros, conclamo todos a parar na segunda-feira, especialmente os amigos que cobram a greve nos comentários. Conto com todos. Lembrem-se que os contratos de trabalho estão suspensos, ninguém pode ser demitido. Os dias parados serão negociados no Tribunal. Não temos nada a perder, temos muito a ganhar, principalmente o respeito que a nossa profissão merece. Manteremos apenas a operação padrão nas estatais (Prodam, Prodesp e Ima). Nas demais, a ordem é parar". O Seprosp quis afirmar que greve é abusiva. Entretanto, a procuradora discordou totalmente do sindicato patronal e garantiu que a greve é um direito dos trabalhadores. "A greve da categoria não é abusiva, a lei garante esse direito aos trabalhadores, é uma pena não termos encontrado um meio termo", analisa. Leia aqui a Ata de Audiência do MPT Veja a proposta do Seprosp

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