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23 de Janeiro de 2019
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Empresários de TI imitam vice-presidente da FIESP na redução do horário de almoço
'Não precisa de uma hora. Se você vai numa empresa nos EUA, você vê [o funcionário] comendo o sanduíche com a mão esquerda e operando a máquina com a mão direita'; declaração de Benjamin Steinbruch reitera o desejo do patronato de retirar direitos



Com a proposta da comissão patronal para a CCT 2019, apresentada ao Sindpd nesta terça-feira (22), durante a 2ª rodada de negociação - que, entre outros absurdos, prevê a redução do intervalo para almoço de 1 hora para 30 minutos -, torna-se pertinente lembramos de uma entrevista dada pelo vice-presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, ao jornalista Fernando Rodrigues, na qual o empresário afirma categoricamente:

"Aqui temos uma hora de almoço. Normalmente, não precisa de uma hora. Se você vai numa empresa nos EUA, você vê [o funcionário] comendo o sanduíche com a mão esquerda e operando a máquina com a mão direita. Tem 15 minutos para o almoço. Se for vontade dos empregados, por que não? Será que não é mais legal ele voltar antes para casa do que ficar uma hora sem ter o que fazer?"

Sim, é verdade. Veja no vídeo abaixo.

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A entrevista foi feita no dia 25 de setembro de 2014 e também pode ser lida na íntegra no site da Folha de S.Paulo.

Não é possível separar a pauta apresentada pelos empresários de TI da visão de Benjamin Steinbruch sobre as relações de trabalho no Brasil. As duas atitudes evidenciam o caráter predatório de parte do empresariado brasileiro com relação aos seus empregados e sua força de trabalho, seja braçal ou intelectual.

Esta simbiose deixa clara a necessidade de uma representação forte dos trabalhadores, que, sozinhos, jamais conseguirão medir forças com o capital. Declarações como esta de Steinbruch atestam que o papel do Sindpd, seja na atual negociação da Convenção Coletiva ou em sua atuação junto à categoria dentro das empresas, é fundamental para proteger o lado mais fraco desta relação.

A reforma trabalhista está aí para precarizar as relações de trabalho e enfraquecer a representação dos trabalhadores. Cabe ao Sindpd e à categoria manter a união consolidada há décadas para superar mais esses desafios.

Sem sua participação, só quem ganha é o patrão.

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